A Polvo Legal, como uma agência de Design voltado ao direito, tem o privilégio de verificar diversos estilos de escritórios e departamentos jurídicos.

Desde os mais arrojados, que desejam fazer um redesenho completo tanto da identidade visual, quanto do serviço prestado, até os mais conservadores, que desejam começar aos poucos a mudar a maneira que criam e apresentam documentos jurídicos.

A pergunta que ambos os perfis faz é a seguinte:

Por onde começar?

Devo mudar todo o Design do escritório? Devo criar um guia de estilo? Criar novos produtos? Novas maneiras de se comunicar com os clientes?

A resposta não é fácil, como exemplificamos neste artigo, onde contamos a maneira de criar um roadmap de inovação jurídica, é necessário identificar quais as necessidades do escritório e de seus clientes.

Neste mesmo exemplo, identificamos inúmeros aspectos para mudar. E como fizemos para escolher? Priorizamos os projetos que iriam demandar menos investimentos financeiros e de tempo, e iriam agregar o maior valor para o escritório.

Hoje, após alguns meses do início do serviço e após muito estudo, principalmente após nos deparar com este texto, nós pensamos em propor uma abordagem diferente.

Ao invés de iniciar um redesign completo do site do escritório e a criação do CRM, eventualmente seria melhor fazer pequenas mudanças na maneira como o serviço era prestado, como por exemplo automações de envio de mensagens e da criação de documentos?

Por que?

Veja o Google por exemplo. No Gmail, a página de configurações continua igual há decadas. Justamente porque não é essencial para os usuários, não faria sentido mudá-la se ela é a menos acessada.

No Google Docs, como poderíamos saber se a maneira de criar uma tabela melhorou? Com certeza após isolar este teste, ou seja, não fazer inúmeros testes ao mesmo tempo, para que fosse possível medir de fato se as melhorias surtiram algum efeito.

E no mundo jurídico? Como podemos iniciar a prática de Legal Design?

Já falamos que passa por uma imersão sobre as necessidades dos clientes e do negócio. Passa também pela priorização. Mas, a mensagem principal deste artigo é que a pressa é inimiga da perfeição.

Se tentamos fazer todas as mudanças ao mesmo tempo, não conseguimos ver o que melhorou/piorou com nitidez.

Sem mencionar que um redesign completo implica em:

  • Reensinar os usuários a interagirem com sua solução. Lembram da Lei de Jakob? É uma das leis de UX que afirma (não sem controvérsias) que usuários esperam que o fluxo de seu serviço, o fluxo das telas de sua solução seja semelhante ao que já existe por aí. Ou seja, se você cria algo inédito, por mais que aumente a usabilidade, vai demandar esforço para treinar seus usuários, e sua equipe;
  • Ainda bem que tocamos no ponto da equipe. Porque um redesign completo vai envolver muita gente da equipe, e vai estressar todos. É um processo que mexe em cultura, e fincar novos valores em um negócio pode incomodar muita gente ali dentro.
  • Mais gastos e mais autorizações, culminando em maior tempo para aprovação do projeto;
  • Edição de diversos materiais do escritório.

Enfim, não existe resposta certa. Cada negócio é diferente entre si, mesmo dentro do mesmo ramo. É importante salientar, neste boom do Legal Design, que iniciar aos poucos não é apenas melhor que nada, pode ser até mesmo a melhor estratégia.

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